Impeachment – parte I

Olá meus caros

Depois de semanas sem falar ou escrever nada neste blog por absoluta falta de tempo, resolvi escrever um simples pensamento.

Neste momento, está se dando a sessão plenária que definirá o futuro da presidente Dilma. Diante de comentários de vários amigos, outros nem tanto. Também ouvi alguns comentaristas e cientistas políticos, que até de forma acadêmica, explicam o fato e  o que poderá vir. Acabei por ter algumas impressões pessoais.

Quando falamos dos políticos, temos uma sensação de que eles são como nós. Que são pessoas que se incomodam quando atrasam uma conta ou quando podem ter o “nome sujo na praça” nem dormem durante várias noites. Nós pensamos que que eles são como nós, que quando somos chamados diante de um juiz para depor, ficamos com os joelhos tremendo e dizemos toda a verdade, porque pensamos que vamos para a cadeia por perjúrio. Nós pensamos que eles são como nós, que emprestamos açucar para do vizinho e prá agradar, devolvemos a xícara cheia (de açucar) com um pedacinho de bolo.  Nós pensamos que eles são como nós que quando vemos uma cidade sob enchente, logo conversamos com alguém para saber como enviar alguma coisa. Nós pensamos que eles são como nós que querem um país melhor.

Então nos choca quando ficamos sabendo que alguém mentiu que tinha dinheiro na Suiça.

Então nos choca quando alguém mente que não fez nada ilegal.

Então nos assombra quando a pessoa diz que não sabia – “mas eu não sabia”.

Ficamos irritados quando vemos a pessoa mentir diretamente . Ficamos chocados com os discursos vazios (como estou ouvindo agora) de pessoas que parecem ratos de navio, que quando o navio está começando a afundar, saem correndo, abandonando-o.

Sorrisos falsos, discursos beirando uma sandice, e uma pretensão em dizer que o povo é burro, sem realmente dizer isto.

Porém, talvez estes mesmos políticos sejam frutos daquela nota de 50,00 que vai para o guarda quando ele nos flagra em alta velocidade ou bêbado. Ou talvez ele seja fruto daquela mãe que pede para passar o filho porque ele ficou para final “apenas por 1 ponto”. Ou talvez ele seja fruto de uma  sociedade que é “louca” por um emprego no funcionalismo público e se especializam em fazer concurso público em vez de aprender uma boa profissão e especializar-se nela, porque um dos problemas deste país é justamente uma folha de pagamento enorme, cheia de benefícios que sequer existem na iniciativa privada. Ou talvez ele seja fruto de uma sociedade que continue pensando que dinheiro nasce em árvore e que o Papai Noel vai trazer emprego no final do ano.

O problema está em nós.

As pessoas querem trabalhar em órgãos ou empresas do governo que pagam escola dos filhos, achando que isto é bom, quando na verdade são valores que estão onerando as empresas, criando impostos para mim e para você em benefício de poucos funcionários públicos. E a saída não é estender para a iniciativa privada, porque senão as empresas levarão suas empresas para a Argentina.

Nós precisamos votar melhor. Nós precisamos fazer um abaixo assinado para o voto distrital. Nós precisamos compreender melhor as leis e não apenas “entender para passar” na aula de política. Nós precisamos entender quais são os papéis dos poderes e que político não é para arrumar exame na capital , mas sim, ele deve fazer o seu papel.

Somos nós que fazemos o Brasil melhor. Não são eles. Eles são nossos representantes e nós não somos sua massa de manobra.

Não interessa qual é o partido! Os políticos tem que olhar para o município, para o estado e para a nação e não para seu próprio úmbigo.
Para de pensar que você tem algum compromisso com um  ou com outro político porque ele simplesmente NÃO TEM NENHUM com você.

Vamos lá sociedade brasileira. Acorda!  Acorda!.
Cada um deles tem seus próprios interesses e não estão pensando em você mas apenas neles, no filhinho ou filhinha deles, no amiguinho dele. É simples assim.

Eles não pensam como nós.

Abraços e que Deus abençoe nosso país.

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Sobre Abimael Jr

Cristão evangélico pentecostal, membro e presbítero da igreja Assembléia de Deus. Doutorando em Engenharia Mecânica. Tentando falar um pouco sobre Deus, Jesus Cristo e nossa vida cristã diária. Mas também falando de vários outros assuntos como Tecnologia, Política, Sociedade, Cidadania, Sexo, Tabus e até do tempo (será que vai chover hoje?).
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Uma resposta para Impeachment – parte I

  1. Verdade, a mudança começa em nós, e achei ridículo o discurso da maioria, votando por este ou aquele, deveriam votar pelo país, porque é para fazer um Brasil melhor que eles foram eleitos.

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